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18 de Abril de 2017 às 19:21

Joaquim, filme de Marcelo Gomes, estreia nos Cinemas Teresina

Nesta quinta-feira (20), estreia nos Cinemas Teresina, o longa-metragem, Joaquim. O filme do diretor e roteirista, Marcelo Gomes, retrata o Brasil colônia do século XVIII e o declínio na produção de ouro. Nesse contexto, em que a minoria portuguesa governa de forma autoritária e corrupta, se destaca o alferes Joaquim José da Silva Xavier, uma figura histórica que se tornou herói brasileiro e conhecido popularmente como Tiradentes.

O filme mostra a trajetória de Joaquim, um militar dedicado a captura de contrabandistas de ouro, que busca ser recompensado com uma patente de tenente para então comprar a liberdade da escrava a qual é apaixonado. Apesar do esforço, seu objetivo não é alcançado e então uma nova missão surge a sua frente, encontrar minas de ouro no temido Sertão Proibido.

O diretor do longa-metragem, Marcelo Gomes, explica que para a construção do filme, buscou fazer uma pesquisa aprofundada e percebeu que o mito Tiradentes não era uma unanimidade entre os estudiosos. “Todos dão a sua versão dos fatos sobre o alferes. O que se percebe, entre os historiadores, é que não existe unanimidade sobre essa figura. Às vezes, é apresentado como um homem sem defeitos, puro; em outras vezes, como uma pessoa de suma importância na Inconfidência ou até mesmo como personagem secundário no processo da conspiração. Após ler essas várias biografias, percebi que queria fazer algo que desse conta do Brasil colonial, mas como uma crônica do país nesse período, e definitivamente menos como uma cinebiografia”, ressalta.

A partir dessas percepções foi construída uma história que segundo o diretor não se aproxima de novela histórica e nem de um relato oficial. O resultado final é uma crônica, uma poesia do cotidiano, que faz referência a um curto período na vida de Tiradentes, demonstrando seus afetos, desejos, contradições, ética flexível e falhas de caráter.

“É a desconstrução do mito. Minha preocupação era construir um novo caminho para realizar cinema histórico, sem pompa e sem tom novelesco e com a possibilidade de propor releituras ficcionais para os personagens. Comecei a enveredar pela imaginação e por questões intrigantes: como um alferes da Guarda Real se transforma em um rebelde contra a própria Coroa que ele protege? Como se dá esse processo de conscientização política dele no século XVIII, quando a própria noção de ética era bastante flexível? Não existe um documento histórico que fale disso”, pontua Marcelo Gomes.

“Joaquim” foi selecionado para a Competição Oficial do Festival de Berlim. O longa foi filmado na cidade Diamantina e em áreas rurais da Serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais e é uma co-produção luso-brasileira com Julio Machado, Isabél Zuaa, Nuno Lopes, Rômulo Braga, Weket Bungué e Karai Ray Pua.

O filme será exibido em sessões às 17h, 19:20h e 21:40h nos Cinemas Teresina.

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